PROJETO DE LEI

Comissão aprova obrigatoriedade de câmeras de monitoramento em áreas comuns de condomínios

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou em dezembro de 2025 projeto de lei que obriga condomínios localizados em áreas urbanas a adotarem sistemas de monitoramento por câmeras dos espaços comuns.
10 de janeiro 2026 | Atualizado em 10 de janeiro 2026

Deputada Delegada Ione, relatora do projeto de lei / Foto Pablo Valadares - Câmara dos Deputados

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou em dezembro de 2025 projeto de lei que obriga condomínios localizados em áreas urbanas a adotarem sistemas de monitoramento por câmeras dos espaços comuns.

Pela proposta, os sistemas serão obrigatórios em condomínios novos ou em construção a partir da vigência da nova lei e em condomínios já existentes quando tecnicamente viável. Havendo dificuldade técnica, o condomínio deverá adotar meios alternativos que assegurem nível de segurança equivalente.

A instalação dos sistemas deverá atender a requisitos mínimos como:

- armazenamento das imagens por período não inferior a 30 dias;

- acesso restrito aos registros, limitado ao síndico ou administrador do condomínio;

 - respeito à dignidade, intimidade e privacidade dos condôminos, visitantes e funcionários;

- adoção de medidas de segurança da informação e proteção de dados pessoais conforme a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPDP).

Foi aprovado o substitutivo da relatora, deputada Delegada Ione (Avante-MG), ao Projeto de Lei 4204/25, da deputada Carla Dickson (União-RN). Segundo a relatora, a redação original do projeto apresentava imprecisão que poderia comprometer a aplicabilidade das medidas.

“Ao tratar a implementação de forma vaga como ‘progressiva’ e ‘quando possível’, o que poderia gerar insegurança jurídica e dificultar a sua execução”, argumentou a relatora.

Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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